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Entrevista com Alexandrine Brami, CEO & co-founder do IFESP

 

Atento às mais modernas tendências do ensino, bem como à necessidade de expandir o alcance dos cursos que oferece, o IFESP atravessa atualmente uma profunda transição, em busca de excelência, dinamismo e eficiência. O instituto se prepara para se tornar referência na área de digital learning, investindo pesado em tecnologia e em captação de talentos. Na entrevista a seguir, Alexandrine Brami, sócia-fundadora e diretora do polo de inovação do IFESP, apresenta as linhas gerais dessa mudança e as principais ideias que norteiam o projeto, com foco nos valores e na missão do Instituto.

 

 

O IFESP anunciou recentemente o início de um profundo processo de transição. No que consiste essa mudança?

 

AB – Queremos ser reconhecidos como o instituto que melhor desenvolve competências e talentos, através de projetos educacionais inovadores, totalmente adaptados à realidade brasileira e adequados às necessidades de nossos clientes e parceiros. Esse é o pilar do mapa estratégico que traçamos para realizar a transição, que conta com muito investimento em tecnologia e em formação para sermos referência incontestável em digital learning e em descoberta de tendências.

 

Qual a importância desse investimento para que o IFESP seja expert em Digital Learning?

 

AB – A ideia é poder atender os brasileiros de todos os cantos do país, mesmo os que não têm acesso regular à internet, pois pretendemos implementar uma tecnologia de ensino com acesso offline. Ao ampliar o mercado, ganhamos em escala e podemos reduzir os custos do serviço, mas sempre com a seguinte preocupação: que a qualidade continue sendo nosso principal ponto forte! Atualmente, a taxa média de evasão no ensino à distância brasileiro é de 40%, um número muito elevado. É preciso reverter esse índice, melhorando a qualidade do ensino e oferecendo ao aluno boas condições para a continuidade dos estudos, com acompanhamento pelos professores e com preços acessíveis. Essa é a nossa visão e a contribuição que o IFESP pode dar para ajudar a melhorar o atual quadro do ensino. Queremos ser líderes em digital learning para incluir os alunos, para democratizar o acesso à língua francesa com excelência de ensino.

 

E o que o IFESP propõe para que o ensino online seja mais atrativo em termos de conteúdo?

 

AB – Nossa missão é produzir, gerenciar e disseminar experiências de aprendizagem inovadoras e transformadoras. Experiências que utilizem o melhor da tecnologia e do digital learning, mas sem esquecer que o aluno é 100% humano. O brasileiro, por exemplo, gosta muito de soluções interativas, com videoaulas e games: investimos nisso para engajar nossos alunos e fazer com que aprendam francês de forma lúdica e prazerosa.


Então o IFESP quer ser referência em ensino interativo?

 

AB – Sim, e mais do que isso: queremos ser referência em ensino adaptativo. O primeiro está atrelado às novas descobertas em neurociências, que demonstram que aprender com rapidez depende de experiências transformadoras, de que a pessoa seja tocada emocionalmente. Deve-se, por exemplo, criar jogos em que o aluno seja o próprio herói do processo de aprendizagem, utilizando um vocabulário que tenha a ver com ele. A isso eu quero acrescentar o adaptativo: identificar o tipo de base de personalidade e as fontes de motivação do aluno para fazer com que tudo seja pautado por resultados. Assim, o conteúdo de ensino seria pensado em função de sua personalidade. O aluno é pensamento, comportamento e emoção.

 

Há experiências bem sucedidas em outros países que possam servir de modelo para o projeto?

 

AB – Quero justamente me inspirar do que há de melhor lá fora e trazer para o Brasil. Participarei de um congresso no França sobre tecnologia e educação inovadora, no qual encontrarei representantes de grandes empresas que implantaram módulos, cursos, suportes e novas práticas de formação contínua. Quero analisar quais ferramentas utilizaram e como foi a receptividade dos alunos, trazendo isso para cá de maneira adaptada, de forma genuinamente brasileira: simpática e espontânea.

 

A formação online pode contribuir para reverter o déficit de profissionais qualificados?

 

AB – Com certeza! E isso se encaixa na missão do IFESP, que é um acelerador de competências. Um estudo recente mostrou que há uma grande taxa de mortalidade entre os jovens brasileiros, sendo que um terço dos casos é por assassinato, envolvendo majoritariamente a população negra de áreas periféricas. O mesmo estudo demonstrou que, dentre outros fatores, esse índice está atrelado à falta de qualificação. Ao olhar as projeções demográficas, vemos que o pico da população ativa do Brasil será em 2020, o que aumentará a pressão sobre o mercado. Nem que haja muita boa vontade pública, não será possível dar vazão à formação desses jovens apenas no setor público. É por isso que o poder público contará cada vez mais com o apoio da iniciativa privada, para que as instituições privadas de ensino ajudem a formar e qualificar os trabalhadores.

 

O ensino da língua é suficiente para atender à necessidade de qualificação?

 

AB – Fazemos algo muito além do trabalho de divulgação da língua francesa. Difundimos os valores fundamentais e fundadores das culturas francesa e europeia: liberdade, igualdade, fraternidade, progresso, desenvolvimento, humanismo, inclusão e integração via educação. Utilizamos projetos educacionais inovadores para consolidar as competências interpessoais. Por exemplo, 56% de nossos alunos são mulheres, que são estimuladas a se impor e a varrer para longe o machismo, aprendendo a se comunicar com excelência em todos os contextos e com todo tipo de perfil de personalidade. O que fazemos vai muito além de apenas ensinar o idioma.

 

De onde vem a inspiração para essa visão e para a mudança que o IFESP vive agora?

 

AB – Vem da minha formação em management da mudança. Gerenciar uma mudança tão profunda exige compreender bem os desafios e antever tudo o que isso pode implicar, no que diz respeito aos valores, mas também à resistência que o projeto pode enfrentar. Tudo é questão de comunicação, pois lidamos com mulheres e homens que têm de aderir ao projeto. Tenho prezado muito pelos princípios do coaching, em que os próprios colaboradores, alunos e parceiros são responsáveis por trazer ideias e soluções criativas. E tenho tido muita surpresa toda dia, descobrindo que os colaboradores têm muita coisa para agregar.

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EVENTOS


 

 

DEPOIMENTOS

Começo esse depoimento agradecendo a coordenadora e professora Pauline, a professora Isaure, e toda a equipe do IFESP pela competência e excelência no ensino à língua francesa e mais do que isso, pelo carinho e atenção que me foram dados. Há um ano e meio atrás, eu decidi voltar a estudar francês depois de 7 anos, estava confuso e com muitas ideias. O que começou como uma retomada descontraída da língua, tornou-se um objetivo fin...

Victor Moraes
Aulas Particulares / Intermediário 2 / DALF C1
Jun 24, 2013