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Entrevista com Marie Doremus, diretora de RH do IFESP

  

A inserção no mercado de trabalho com qualidade é um desafio cada vez maior, devido a diversos problemas que vão desde as falhas de comunicação à ausência de um projeto sólido de carreira profissional. A diretora de RH do IFESP, Marie Doremus, ressalta a importância do autoconhecimento e da aquisição de ferramentas capazes de aprimorar as competências dos candidatos. Na entrevista abaixo, ela explica quais são as etapas desse processo e os benefícios que ele traz, e apresenta o serviço online de coaching oferecido pelo IFESP PRO.

 

 

 

O polo profissional do IFESP anunciou o lançamento de um novo serviço: o e-coaching. Você poderia explicar do que se trata?

 

MD – Trata-se do coaching e do treinamento profissionais adaptados ao formato online, através do que há de mais inovador em termos de digital learning. Isso inclui uma gama composta por diferentes iniciativas e programas virtuais, como, por exemplo, o programa Working in Brazil, que trará todos os recursos e as ferramentas necessárias para otimizar a apresentação de candidaturas, a inserção no mercado de trabalho e a elaboração de projetos profissionais sólidos e eficazes. Normalmente, esse tipo de serviço é oferecido em modalidade presencial, mas acreditamos que é possível fazê-lo na modalidade 100% online. Este é o nosso desafio!

 

E quais benefícios pode obter quem realiza o e-coaching?

 

MD – Em primeiro lugar, aprender a fazer seu marketing pessoal e, assim, posicionar-se solidamente no mercado de trabalho brasileiro. Há diversas áreas saturadas e as pessoas têm utilizado mecanismos de inserção profissional que não estão funcionando. Por isso, é primordial buscar um serviço de coaching. Possuímos o know-how e as melhores ferramentas do mercado para auxiliar as pessoas em seus projetos, o que implica se conhecer melhor.

 

Por que o autoconhecimento está na base desse modelo?

 

MD – Porque através dele a pessoa descobre seus próprios recursos e talentos, além de seus limites e dos pontos que ainda precisam ser desenvolvidos. Ela consegue inclusive avaliar quais são os ambientes de trabalho menos adequados ao seu perfil. No Brasil há muitas pessoas talentosas, mas, muitas vezes, elas não sabem como desenvolver seu potencial. O coaching as ajuda a encontrar suas próprias respostas e atravessar barreiras psicológicas.

 

É após esta etapa que se torna possível desenvolver as soft skills?

 

MD – Sim, é um trabalho que passa por diferentes fases. Primeiramente, é necessário sanar os problemas decorrentes das falhas de comunicação, pois estima-se que 80% dos conflitos tenham origem nisso. Falar a mesma língua que seu interlocutor não é garantia de bom entendimento entre ambos, e é por isso que o autoconhecimento ajuda a estabelecer uma comunicação exitosa, já que, conhecendo melhor seu tipo de personalidade, você se dirige com mais eficiência aos outros. Daí, na sequência, é possível definir um objetivo profissional no médio e longo prazo: pensar sobre aonde a pessoa quer chegar e sobre como ela pode traçar um projeto de carreira satisfatório. Dados estes passos, aparece o processo de training, que ajuda a desenvolver técnicas específicas e a aprimorar as soft skills da pessoa.

 

De acordo com sua visão de gestora de RH, o que precisa ser mudado na área?

 

MD – Há um problema entre o conceito clássico do que é o setor de RH e a nova realidade. Na visão antiga, o gerente de RH era quem cuidava da administração das questões salariais, do fechamento das folhas de pagamento da empresa. Era aquele cara que não tinha um lugar para se sentar à mesa com os diretores e, ainda que tivesse, não dispunha de nenhum protagonismo. Hoje a visão é outra: o gestor de RH é central e estratégico na empresa, pois as mulheres e os homens que nela trabalham são o coração da empresa, e é o setor de RH quem seleciona. O RH do futuro participa das tomadas de decisão e dos processos financeiro e comercial.

 

Já que os colaboradores são o cerne da empresa, como encontrar os melhores talentos?

 

MD – A identificação de talentos nos processos de recrutamento do IFESP leva em consideração dois critérios básicos: as competências do candidato e sua personalidade. O primeiro quesito é óbvio: trata-se da experiência profissional da pessoa e do conhecimento que ela possui, pensando no que ela poderá agregar ao Instituto. Mas o segundo quesito é tão importante quanto o outro: buscamos saber quais são as soft skills do candidato e seu tipo de personalidade, para identificar se ele compartilha os mesmos valores e a mesma visão da empresa. Funciona mais ou menos como um casal: temos de compartilhar um mesmo projeto, de olhar juntos na mesma direção.

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